Alice

Postado em Atualizado em

Mais um post no qual eu escorrego no cinema, coisa que tanto me agrada (seria a Vênus na XII?). Como ando meio sem inspiração para escrever ultimamente – fato notório e que contribui para a escassez de posts nesse blog – vou ligar os dois assuntos: Alice e Cabala.

Em primeiro lugar, que fique claro que a Alice a qual me refiro é a do Tim Burton (que eu gosto) e não a menininha loira da Disney.

Bem, li em algum lugar que a grande moral do filme é a seguinte: enquanto Alice não reconhece e abraça seu verdadeiro propósito/missão no “País das Maravilhas”, ela tem sérias dificuldades em dimensionar seus problemas, que ora são desproporcionalmente grandes, ora são desproporcionalmente minúsculos.

Mas e a Cabala, entra onde?

Bem, qual das Esferas é capaz de nos trazer clareza a respeito de nosso verdadeiro “caminho”? Tipheret é a resposta. Essa Esfera, como ponto central da Árvore conecta-se com tudo e de certa forma “tudo vê”. De fato, Ela conecta-se diretamente a todas as outras Esferas, com exceção de Malkuth. É a partir de Tipheret que podemos fazer escolhas conscientes. É nessa Esfera que a juntamos todas as peças do quebra-cabeça e tudo começa a fazer sentido.

Podemos ver, portanto, Alice como uma figura que busca seu verdadeiro Eu (Sol/Tipheret) depois de passar por um mundo de estranhezas e delírios (Lua/Yesod). É alguém que sai de sua zona de conforto, daquilo que conhece desde sempre, do lar de sua infância e amadurece em direção à consciência.

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