No mínimo nojento

Postado em

De acordo com esse post aqui (em inglês, no original) a Lincoln University, na Pennsylvania, está adotando um critério, no mínimo, nojento. Alunos prestes a concluirem qualquer curso nessa instituição, tem o seu IMC (índice de massa corporal) avaliado. Aqueles que obtém resultados muito altos, são obrigados a freqüentar disciplinas extras sobre como se alimentar direito e como manter uma vida (fisicamente) saudável. Ou seja: mais tempo na faculdade e mais grana gasta nessa faculdade.

Será que as pessoas andam tão loucas assim no hemisfério norte com essa paranóia sobre gordura?! Tem gente que malha, caminha, se exercita mas é gorda…e tem gente que vive e a comer (e tomar, e inalar) porcarias e apenas por ter um bom metabolismo não engorda.

Esse texto não é uma apologia à gordura, nem à magreza. É só uma reflexão a respeito de como as coisas andam nesse mundo. Somos todos tão preocupados com a aparência que inventamos meios de impor padrões estéticos. Será que ainda estamos rastejando na chamada Era de Aquário que só prestamos atenção ao que é ditado por algumas pessoas? Creio que o fato de haver cada vez mais programas tratando sobre moda, beleza e comportamento relacionado a esses dois assuntos é um indício de que ainda estamos muito longe do ideal aquariano de igualdade.

Na verdade, se vocês observarem por um instante, verão o quão padronizado e massificado está o pensamento das pessoas. Parece que todo mundo anda saindo da mesma forminha…

3 comentários em “No mínimo nojento

    Patrícia disse:
    segunda-feira, 07 dezembro 2009 às 12:49 pm

    Nojento, repulsivo, repugnante, asqueroso… Ai, eu concordo, viu? Infelizmente tem sido assim mesmo… E, pior, já reparou como a cultura, o “intelecto” e tudo o mais que REALMENTE IMPORTA está ficando cada vez mais relegado ao ultimíssimo plano? Lamentável!… Tenho 40 anos e vejo os jovens de 25 de hoje (sem querer generalizat, existem honrosas exceções, mas…), vejo os jovens de 25 e até 30 anos com mentalidade de, sei lá, 15? Com sorte 15, a maioria parece ter 10 mesmo… Triste, Roveda, o que vale hoje prá maioria é ser “bombado”, “sarado”, “barriga de tanquinho”, mesmo tendo um caráter de m***a e um neurônio e meio funcionando… Triste… Legal vc ter voltado a postar! Abço!

    Vivian disse:
    sábado, 16 janeiro 2010 às 3:29 am

    Vamos pegar leve. Os EUA sofrem com a obesidade a nível de epidemia pública, acredito que a Lincoln University esteja querendo ajudar quem precisa e quer.

    Não creio que essa instituição pegue no pé de quem está feliz com os seus quilinhos a mais, mas sim ofereça um programa para quem enfrenta problemas de saúde como pressão alta, dores musculares, colesterol alto e outros sintomas relacionados com sedentarismo e com alto índice de gordura corporal.

    Think light! Abraços.

    J. Roveda Jr. disse:
    segunda-feira, 18 janeiro 2010 às 8:55 am

    Vivian
    Oferecer uma opção, é OK.
    Até onde eu li, as disciplinas estão sendo impostas.
    O problema é o caráter de discriminação que isso tem.
    Se há uma epidemia de obesidade, ataquem a indústria de junk food americana – grande responsável pelo problema de saúde, mas não as pessoas.
    Tratar as pessoas desse jeito, além de constrangedor, é apenas um paliativo. Não atinge a raiz do problema.
    É focar-se na conseqüência do problema e não em sua causa.

Deixe uma resposta

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s