O deus da guerra

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omega

Embora eu já tenha escrito sobre outros planetas aqui, ainda faltam muitos. É engraçado que esses posts sobre planetas são geralmente tão espaçados que se eu não der uma busca pelo blog, não lembro do que escrevi. Pra dar uma mão pra vocês, eis aqui os links para os textos de Netuno I e II, Vênus e Plutão.

Dessa vez eu resolvi escrever sobre Marte, o deus da guerra.

Bem, lá no ensino fundamental a gente aprende que o Império Romano, que era muito militarizado, em um determinado ponto da história invadiu e conquistou a Grécia. Como os gregos eram muito mais avançados culturalmente, os romanos resolveram se apropriar daquela cultura e adaptá-la a seu povo.

Eu falo isso porque o equivalente grego de Marte – Ares – é geralmente desprezado ou mostrado como um Deus violento, enquanto em Roma ele era enaltecido. Essa quase dupla personalidade marciana encontra explicação no fato de que os gregos eram pensadores e os romanos guerreiros. Nos mitos gregos, Ares é semi-inútil, trazendo sempre alguma confusão, causando destruição, acompanhado sempre de Deimos e Phobos, o terror e o medo. Já para os romanos, Marte era muito mais celebrado, com festas dedicadas a ele e um mês do calendário – Martius, que virou o nosso Março.

Curioso é que antigamente se via o Marte astrológico muito mais como sua contraparte grega. Ele era tido como um planeta maléfico, e não por acaso seu lugar na Árvore da Vida é o Pilar da Severidade. De fato Marte era tão temido quanto Saturno.

O papel de Gueburah, a Esfera que corresponde a Marte é o de punir. É aquela imagem de Deus que destrói cidades inteiras no Velho Testamento, quando seus habitantes se “comportavam mal”. Essa Esfera também é chamada de Din, que quer dizer julgamento. Alguns textos apontam Gueburah como uma babá muito severa e rígida que foi deixada por Deus para tomar conta da humanidade: a cada deslize nosso ela nos dá uma lição. Essa Esfera tem atuação oposta a Júpiter/Hesed – que é a própria Misericórdia.

Hoje em dia, os atributos combatentes do Marte romano, suplantaram os atributos belicosos do Ares grego. Esse planeta já é visto muitas vezes com outros olhos e com o tempo passou a significar nossa disposição para a ação, nossa vontade, como conquistamos aquilo que queremos e como somos competitivos.

Para os homens, mostra como eles seduzem, conquistam, “pegam” suas parceiras. Para as mulheres, mostra o tipo de homem que as seduz, o tipo que elas acham interessante.

Só vale lembrar que nos dias de hoje homens se deixam seduzir e mulheres seduzem, flexibilizando um pouco a atuação desse planeta.

E o Ômega que ilustra o post é uma brincadeira com o deus da guerra: o jogo de videogame God of War usa essa letra grega como símbolo.

2 comentários em “O deus da guerra

    Patrícia disse:
    sexta-feira, 14 agosto 2009 às 5:27 pm

    Gostei do Post, ainda mais que tenho uma certa dificuldade em lidar com Arianos (e prá piorar meu único irmão e minha mãe são Arianos!), e acabei lendo os posts anteriores, sobre Vênus, Netuno e Plutão. Então, aqui vai um pedido: um post sobre Mercúrio. Abço e bom fim de semana! :))

    J. Roveda Jr. disse:
    sexta-feira, 14 agosto 2009 às 5:35 pm

    É verdade! Mercúrio! Eu ainda não escrevi sobre Mercúrio…aliás, isso é tão mercuriano da minha parte…

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