A aspereza do mundo

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Nesse domingo eu fui assistir a Piaf (La Môme no original), a biografia em filme da cantora francesa Edith Piaf.

Edith Piaf (1915-1963)Eu já tinha lindo alguma coisa sobre a vida dela e o quão trágica essa vida tinha sido – e o filme retrata isso desde sua infância pobre nas ruas de Paris até sua morte aos 47 anos. Aos que querem assistir a um filme muito bem feito e uma caracterização impecável, vale a pena.

Mas o ponto aqui não é o muito bem executado filme.

O que me chama a atenção na história da Edith Piaf, bem como na história de qualquer pessoa que tenha deixado sua marca no mundo para as futuras gerações, é o fato de que não foram vidas fáceis. Toda grande biografia ou todo grande personagem tem ao longo de sua história alguma grande perda, algum grande revés, algum grande problema/obstáculo/defeito/imperfeição a ser corrigido. Por vezes, esses problemas não são inteiramente corrigidos, mas pelo menos existe o esforço em direção a tal.

Sabemos que quanto maior o obstáculo, maior a recompensa depois. E é por isso que uma menina paupérrima de Paris deixou no mundo muito mais marcas do que qualquer celebridade instantânea da TV que em menos de seis meses simplesmente desaparece.

Não são um berço do ouro e uma vida completamente fácil que vão fazer uma grande pessoa, ou alguém que realmente fez a diferença – mas sim é o que a pessoa faz da vida dela e do mundo ao redor, mesmo com os obstáculos, mesmo em frente a problemas que lhes pareceram intransponíveis.

Por isso que da próxima vez em que a vida lhe puser um revés na frente, pense no seguinte: a fim de darmos um pulo maior do que normalmente damos é necessário voltarmos alguns passos para trás, darmos uma corrida e saltarmos. É o recuo que nos dá impulso, a puxada para trás que nos faz ir além, pois para toda ação, existe uma igual reação nesse univeso.

É a aspereza do mundo que nos deixa mais afiados. O importante nessas horas – apenas – é não endurecermos mas sim nos fortalecermos lembrando que há sempre um propósito maior em tudo o que nos aparece.

2 comentários em “A aspereza do mundo

    […] do Diabo!” Tudo requer trabalho, a vida não é vivida se não há desafios. Eu até escrevi outro texto sobre isso dia […]

    catia disse:
    domingo, 10 agosto 2008 às 12:01 pm

    Adorei teu blog,sou estudante de kaballah,e realmente a minha vida deu uma guinada muito grande ,qndo consegui me conectar com o meu Eu.

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