Vaidade Quarta-feira, 18 Fevereiro 2009
Posted by J. Roveda Jr. in Astrologia, Cabala, Kaballah, Kabbalah.Tags: júpiter, planetas, sol, vênus
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Considerada um dos sete pecados capitais, a Vaidade é associada diretamente ao planeta Vênus. Talvez por isso sexta-feira seja o dia em que salões de beleza se abarrotem de gente querendo parecer bonita logo no início dos finais de semana: sexta-feira é o dia consagrado à deus do amor.
Astrologicamente, no entanto, encontramos três planetas que nos falam de vaidade: o Sol, Vênus e Júpiter. Curiosamente esses três planetas foram uma tríade que vai do Pilar do Equilíbrio até o Pilar da Misericórdia. Eu já explico isso melhor.
O Sol, por ser o nosso Eu, sempre vai querer ser notado. Afinal, como centro de nosso sistema solar tudo deve girar ao redor dele. Em um mapa natal a Casa na qual o Sol se encontra é o local no qual viveremos nossas maiores e mais significativas experiências – pois tudo gira ao redor dele. Todos nós queremos ser notados, nem que seja por uma ou duas pessoas, é preciso que a gente “exista” frente aos outros, e essa é a função solar. Na Cabala, o Sol é o centro do Pilar do Equilíbrio.
Vênus, por sua vez, nos fala de beleza, de harmonia, da preocupação em ser agradável aos outros. Por isso a vontade de estar e se sentir bonito. A vaidade aqui é quando essa necessidade é levada a um outro patamar – no qual precisamos tanto da aprovação alheia que ser bonito vira praticamente um item de primeira necessidade. Lembrando que Vênus é um dos chamados “planetas benéficos” por localizar-se no chamado Pilar da Misericórdia.
Júpiter, assim como a Vênus, é outro planeta que cai no Pilar da Misericórdia. Na Astrologia Medieval, ele é conhecido como benéfico. Mas essa é uma visão que já se abandonou faz tempo. Júpiter pode causar muitos problemas na casa onde está e ao mesmo tempo alavancar os assuntos das casas com as quais aspecta. Por falar de expansão e ter aversão a qualquer coisa que lembre limite, Jupiter pode se colocar acima do bem e do mal, e com isso o sujeito achar que é maior ou mais importante do que os demais. Logo acima da Vênus, no Pilar da Misericórdia, lá está Júpiter.
Voltando à tríade que esses três pontos formam, ela é chamada de Tríade do Prazer. Obviamente tal tríade tem uma função em nossa psique. Sem ela, não haveria crescimento pessoal.
No entanto, dependendo do peso que esses planetas tiverem em um mapa natal, é bem provável que o indivíduo seja amado e admirado demais – o que pode torná-lo extremamente vaidoso.
Chaves Terça-feira, 22 Janeiro 2008
Posted by J. Roveda Jr. in Astrologia, Cabala, Kaballah, Kabbalah.Tags: 72, 72 nomes, Astrologia, vênus
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No post anterior, mencionei que os 72 nomes de Deus são chaves que abrem portas e que para isso precisamos de um pequeno esforço, a fim de “girar a chave” de que dispomos. Desse jeito, para cada bloqueio/problema/preocupação que temos usamos um nome específico – certo?
Certo! Mas quando não sabemos a real causa desse problema a ser superado com a ajuda dos nomes de Deus, o uso dos nomes acaba por ser apenas um paliativo. A causa está lá, lidamos apenas com o efeito…e sempre teremos de lidar com os efeitos enquanto as atividades da fonte não forem sanadas.
Mas como saber qual é a fonte dos problemas? Como saber qual porta deve ser aberta? Como desbloquear permanentemente o fluxo da Luz? Simples, é aí que entra a Astrologia Cabalística.
Mais do que mostrar o nosso Tikkun, a Astrologia Cabalística nos indica as portas que estão bloqueadas – de modo que ao usarmos os nomes de Deus específicos para esses bloqueios, estaremos agindo na causa, e não no efeito.
Tomemos por exemplo uma pessoa que tem problemas de relacionamento: essa pessoa provavelmente apresentará uma Vênus problemática em seu tema natal. Se essa Vênus estiver bloqueada dentro de uma Sefirá, então teremos de trabalhá-la através de seu nome específico. Desse modo, através de meditações diárias e constante atenção aos nossos padrões repetitivos, abrimos um canal para que a energia venusiana flua até essa pessoa.
Vênus, a deusa do amor Segunda-feira, 24 Setembro 2007
Posted by J. Roveda Jr. in Astrologia, Cabala, Kaballah, Kabbalah, Tarot.Tags: afrodite, amor, Astrologia, Cabala, deusa, sexo, vênus
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Vênus, a deusa do amor para os romanos, conhecida como Afrodite pelos gregos, e associada à sétima esfera da Árvore da Vida – Netzach. Representa capacidade de sermos abertos ao outro, indica o nosso gosto pessoal, nosso senso estético e a forma como encontramos prazer e como somos agradáveis aos outros. A posição de Vênus em uma determinada Casa sempre nos trará onde encontramos mais prazer, onde as coisas são agradáveis para nós e – por extensão – o que em nós é agradável aos outros. A Vênus, a deusa do amor e da beleza, estão associadas duas palavras: venéreo e afrodisíaco (de Afrodite) – ambas relacionadas a sexo. Na mitologia grega, Afrodite era mãe de Eros, de onde vem a palavra erótico. Esse planeta rege dois signos no Zodíaco: Touro e Libra – e cada uma dessas regências nos fala sobre um traço da Vênus.
A Vênus regente do signo de Touro é mais material, mais corpórea. É mais ligada na excitação dos sentidos do que qualquer outra coisa. É o prazer que encontramos em nossa comida preferida, na maciez e calor de nossa cama, naquela bebida ou suco que tem um sabor delicioso, ou mesmo naquela calda de chocolate derretido que lambemos do dedo. É no toque da pessoa certa sobre nossa pele que encontramos novamente a Vênus, afinal ela fala de prazer e o sexo é uma grande forma de se obtê-lo.
A Vênus mitológica era até um tanto quanto hedonista. Procurava o prazer e a satisfação de maneira inconseqüente, mas nem por isso era menos amada pelos outros deuses. Casada com Hefesto, o deus feio e coxo, que tinha por ocupação ser o ferreiro dos deuses, Vênus mantinha casos com outros deuses. Para ela o que importava não era o comprometimento, mas sim o prazer. Obviamente pessoas com a uma ênfase venusiana no mapa não são o retrato do hedonismo e nem sempre irão trair seus maridos/esposas…irão apenas fazê-lo caso o cônjuge não os satisfaça. Via de regra a Vênus sacrifica outras coisas em nome do prazer e não o contrário.
E a Vênus, que fala tanto de prazer (especialmente os da mesa e cama, no signo de Touro) parece um tanto quanto perdida nos dias de hoje. As pessoas parecem frustradas em relação à sua própria beleza e encanto porque esses atributos parecem não se encaixar em um padrão. Muita gente não sabe, mas Afrodite/Vênus surgiu da espuma que se formou no mar quando os testículos de Urano foram jogados na água. Ou seja: simbolicamente a beleza e a sensualidade são livres de um padrão.
Essa deusa não teve infância, já nasceu adulta e aparentemente pronta para se relacionar. E esse é o aspecto Vênus em Libra. Tishrê, o primeiro mês do calendário hebraico é análogo ao signo de Libra e tem relação com a cópula. Assim voltamos à Vênus, senhora da sedução de do amor carnal. Vale lembrar que a Vênus rege o amor, o tesão, mas não necessariamente o romance. Ela é o desejo arrebatador, o “fogo nas entranhas” – pra citar o livro do Almodóvar.
De acordo com o mito grego, Afrodite nasceu tão bela e tão desejável, que Zeus casou-a com Hefesto com medo de que os deuses se matassem a fim de conquistá-la. Assim, de maneira irônica, a mais bela e graciosa das deusas casa-se com o mais feio e mal-humorado dos deuses. Sendo assim a Vênus pode estar em nossos mapas atrelada a coisas não agradáveis, suavizando ou mesmo tornando “leves” questões que mereceriam maior atenção.