Hades (Plutão redux) Quinta-feira, 06 Agosto 2009
Posted by J. Roveda Jr. in Astrologia, Cabala, Kaballah, Kabbalah.Tags: planetas, signos, transformação
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O primeiro texto a respeito de Plutão pode ser lido aqui.
Esse post surgiu de uma visita a um site de Astrologia e da troca de e-mails com uma amiga. Eu fui dar uma conferida nos trânsitos importantes para o ano de 2009 e me dei conta de que Plutão oscila entre Sagitário e Capricórnio esse ano, retrogradando do segundo em direção ao primeiro e depois ingressando de uma vez em seu movimento direto.
Há um tempo atrás eu fiz o mapa dessa amiga e vi que ela tem o Sol a 0º de Capricórnio. Isso é importante porque ao redor desse grau do Capricórnio que o Plutão anda “sapateando” há algum tempo. Quando eu disse pra ela que “o bicho ia pegar” entre setembro e novembro, ela me perguntou se não haveria nenhuma notícia boa a me dar a respeito do Plutão.
(Eu já fui repreendido algumas vezes por sempre dar as notícias ruins primeiro ou só enxergar o lado ruim das situações.)
Ao que eu respondi que essa passagem de Plutão faria com que nenhum caquinho daquilo que é ruim atualmente sobre pra contar história. É como se a gente fosse submetido a uma escovada muito forte a fim de nos esterilizar, de nos livrar de todas as sujeiras e impurezas que nos impedem de seguir adiante.
De qualquer maneira, Plutão não é um planeta ruim – ao menos não totalmente. Se encararmos os planetas como representações físicas de energias existentes no Universo, vemos que é ele quem governa as funções regenerativas. Se nosso corpo se recupera depois de um acidente, por exemplo, isso é sinal de que estamos em harmonia com o nosso Plutão interno. O problema é que Plutão algumas vezes nos faz passar por uma situação mais grave a fim de que nosso mecanismo de regeneração se manifeste.
Acontece que para Plutão funcionar, é preciso que estejamos com nossos canais limpos, livres de sujeira emocional, mental ou mesmo espiritual. Por isso ele nos esfrega com uma intensidade tamanha: porque muitas vezes precisamos nos livrar daquilo que não está a funcionar, mesmo que tenhamos apego pelo que está morrendo.
A imagem é de Agostino Carracci: Pluto.
Meses de negatividade – parte 3 Quarta-feira, 29 Julho 2009
Posted by J. Roveda Jr. in Astrologia, Cabala, Kaballah, Kabbalah.Tags: planetas, signos, zodíaco
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Creio que esse seja o texto mais “chato” dos 3, portanto vou tentar ser bem didático pra que ninguém se perca.

Observem que na imagem acima cada planeta está pintado de uma cor diferente, de acordo com sua cor na árvore da Vida: Saturno é preto, Júpiter é azul, Marte é vermelho, o Sol é amarelo, Vênus é verde, Mercúrio é laranja e a Lua é rôxa.
Observem também que há dois segmentos laranja, dois vermelhos, dois azuis, dois verdes e dois pretos e apenas um amarelo e um rôxo. Isso se refere a cada um dos planetas regendo dois signos: Marte rege Áries e Escorpião, Vênus rege Touro e Libra, Mercúrio rege Gêmeos e Virgem, Júpiter rege Sagitário e Peixes e Saturno rege Capricórnio e Saturno. Além disso, o Sol rege apenas Leão e a Lua rege apenas Câncer.
Os 12 signos do Zodíaco são divididos em 6 pares ou 6 eixos, cada um deles sendo composto por signos opostos/complementares. Desse modo temos os eixos:
Áries (regido por Marte) – Libra (regido por Vênus)
Touro (regido por Vênus) – Escorpião (regido por Marte)
Gêmeos (regido por Mercúrio) – Sagitário (regido por Júpiter)
Câncer (regido pela Lua) – Capricórnio (regido por Saturno)
Leão (regido pelo Sol) – Aquário (regido por Saturno)
Virgem (regido por Mercúrio) – Peixes (regido por Júpiter)
Observem que há uma oposição planetária nessas regências. Marte se opõe a Vênus e Mercúrio se opõe a Júpiter. Mas Saturno, o grande maléfico dentre os planetas na Astrologia Medieval, tem de se opor a dois planetas: a Lua e o Sol.
Sim, nós astrólogos sabemos que nem a Lua e nem o Sol são planetas, mas a fim de facilitar a explicação os chamaremi assim.
Tevet, o terceiro mês negativo do calendário, é associado a Capricórnio e portanto regido por Saturno. Assim como Saturno está mais afastado do Sol que os demais planetas (ao menos na Astrologia Medieval), Capricórnio está mais afastado de Câncer – o signo no qual começa o verão no hemisfério norte.
Por causa dessa distância, é dito que Tevet é um mês escuro (além disso ele é o domicílio noturno de Saturno) e frio. Lembrando que nos domicílios noturnos, não há uma manifestação direta da energia planetária.
Pela distância que seu regente tem do Sol, esse é um mês no qual é muito fácil nos iludirmos, afinal Capricórnio é um signo que presta muita atenção na matéria, no aspecto físico das coisas.
Mas o Universo não é composto apenas de objetos físicos – há o aspecto espiritual também, e isso é negligenciado pelo signo de Capricórnio. Por isso ao longo do mês de podemos estar mais preocupados com gastos e posses do que normalmente estamos.
Por isso Tevet é um dos três meses negativos no calendário cabalista.
Elul (Virgem) Quarta-feira, 27 Agosto 2008
Posted by J. Roveda Jr. in Astrologia, Cabala, Kaballah, Kabbalah.Tags: calendário, signos, virgem
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No próximo 31 de agosto (mais precisamente ao pôr-do-sol), adentraremos o mês de Elul – que corresponde ao signo de Virgem – no calendário cabalista.
Cabe uma observação aqui: você deve saber que o Sol já entrou no signo de Virgem no último dia 22. O calendário judaico se baseia nas posições tanto do Sol quanto da Lua para marcar o início de cada mês – por isso a data ligeiramente diferente.
Como último mês antes do ano-novo, Elul é tido como um mês de introspecção. Esse é o momento de analisarmos tanto nossas atitudes passadas como nossa caminhada espiritual.Essa análise obviamente demanda uma grande dose de discernimento, senso crítico, e até uma certa frieza em sua execução. Nenhum outro período do ano é tão favorável a isso quanto o mês de Elul, que coincide com o período em que a energia divina nos é apresentada sob a formatação do signo de Virgem.
O calendário pode ser visto como um grande prisma cósmico. Quando projetamos um feixe de luz branca sobre um prisma físico, aparecem do outro lado vários feixes de cores diferentes, que nada mais são do que diferentes espectros da mesma luz branca. Podemos aplicar o mesmo princípio aos 12 signos: quando a Luz (energia divina) passa através deles, assume cores e tons diferentes, afetando a humanidade como um todo.
É ao longo desse período em que nos purificamos a fim de retornarmos à essência divina – processo que em hebraico é chamado de teshuvá. Desse modo, ao longo dos próximos 28 dias, devemos entrar em profunda reflexão a respeito da seguinte pergunta:
O que estou fazendo para tornar esse Universo melhor – para mim e para outros seres?
Meses de negatividade – parte 1 Segunda-feira, 07 Abril 2008
Posted by J. Roveda Jr. in Astrologia, Cabala, Kaballah, Kabbalah.Tags: meses, planetas, signos
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Dentro da Cabala, três meses são tidos como negativos, no sentido de que há menos misericórdia disponível para a humanidade. Vale aqui lembrar que a Cabala é fundamentada nos primeiros cinco livros do Velho Testamento, no qual existe o relato de cidades sendo “bombardeadas” com fogo e a morte dos primogênitos no Egito – ou seja, Deus aparece como sendo mais punitivo do que no Novo Testamento.
Os meses de Tammuz, Av e Tevet são os meses no qual paira sobre o mundo físico essa negatividade, no qual estamos mais propensos a sermos julgados. Esses meses são relacionados a três signos que – na ordem – são Câncer, Leão e Capricórnio. Isso não quer dizer que as pessoas nascidas sob esses signos sejam mais isso ou menos aquilo – aqui eu estou falando do coletivo e não do individual.
De acordo com a Cabala, as regências planetárias são:
Áries é regido por Marte;
Touro é regido por Vênus;
Gêmeos é regido por Mercúrio;
Câncer é regido pela Lua;
Leão é regido pelo Sol;
Virgem é regido por Mercúrio;
Libra é regido por Vênus;
Escorpião é regido por Marte;
Capricórnio é regido por Saturno;
Aquário é regido por Saturno;
Peixes é regido por Júpiter;
Vocês podem observar que Marte, Vênus, Mercúrio e Júpiter regem – cada um – dois signos. Os antigos chamavam isso de domicílio diurno e domicílio noturno. Podemos dizer que são manifestações positivas e negativas de cada planeta. Só que, o Sol não tem domicílio noturno e a Lua não tem domicílio diurno – o que faz com que seus respectivos signos (Leão para o Sol e Câncer para a Lua) sejam mais intensos.
A fim de esclarecer melhor esse raciocínio, peguemos como exemplo o planeta Marte. De acordo com a tabela acima esse planeta rege dois signos: Áries e Escorpião. Áries é o domicílio diurno de Marte e nesse signo o planeta pode se manifestar de maneira direta, impulsiva, mais imediata. Já em Escorpião – seu domicílio noturno – Marte não pode ser tão direto pois tem de lidar com as intensas emoções de Escorpião, embora nem por isso seja menos impulsivo.
Como o Sol não tem domicílio diurno, sua manifestação é sempre direta, sem moderação e absolutamente intensa. Por isso Av, o mês do Leão, é um mês temido. É curioso que o mês de agosto é o mês associado a Leão no calendário gregoriano (aquele nosso de todo dia) e que coincidentemente carregue uma fama terrível, sintetizada na frase: Agosto, mês de desgosto.
Leão é um signo reativo por natureza, e no mês de Av essa reatividade está disponível a todo mundo o tempo todo. Imaginem a energia em um estado constante de “alta voltagem”, tudo funcionando na potência máxima. Serve como metáfora a imagem de um reator nuclear funcionando em sua capacidade total, quase beirando o excesso.
Não há folga na emanação da energia ou em sua intensidade e isso nos torna mais reativos do que de costume, mais preocupados com nosso ego e com nosso “desejo de receber para si mesmo” – assim como o Leão que não tem com quem compartilhar o seu regente.
Na seqüência eu falo de Câncer e Capricórnio.
