Adam Kadmon Segunda-feira, 13 Outubro 2008
Posted by J. Roveda Jr. in Cabala, Kaballah, Kabbalah.Tags: adam, espiritualidade, evolução, kadmon
add a comment
Adam Kadmon é o nome do ser humano primordial. Por tratar-se de um arquétipo (algo acima do real), é perfeito. Na verdade Adam Kadmon é o filho de Deus, aquele no qual todas as características Dele são refletidas.
Apesar do nome, Adam Kadmon não é a mesma figura que o Adão bíblico.
Bem, vocês devem estar se perguntando o que temos a ver com essa figura. Acontece que, como células de um organismo vivo, nossas almas são parte dele. Nós somos pequenas partes de um todo maior. O todo da humanidade é Adam Kadmon. E assim como diferentes células formam diferentes órgãos, e cada um deles por sua vez tem uma função diferente no corpo.
O trabalho espiritual de cada um de nós – indepentende do credo, posição social, etnia ou qualquer outra distração que nos traga a ilusão de que somos diferentes – deve nos levar de volta a Adam Kadmon, para que ele também evolua.
Portanto, não basta a gente cuidar somente “do nosso”. É preciso auxiliar os outros também em sua evolução. Mesmo porque a gente não tem a menor idéia de quanto tempo levaremos nesse processo coletivo.
Apenas perfumaria Domingo, 09 Dezembro 2007
Posted by J. Roveda Jr. in Kaballah, Kabbalah.Tags: consciência, consumo, esoterismo, espiritualidade, ganesha, hype, modismo, xamanismo
add a comment
Qualquer pessoa consciente, dentro de seu caminho de vida – especialmente se este for espiritual – preza ou ao menos deveria prezar uma coisa chamada autenticidade.
Dia desses estive em uma loja que vende artigos importados do oriente. Belos artigos, diga-se de passagem (eu mesmo comprei uma bela peça de madeira no lugar há uns tempos atrás). O que me chamou a atenção e me fez escrever esse texto foi uma mãe e uma filha, olhando para uma estatueta.
O diálogo entre essas duas personagens falava então sobre a divindade representada pela tal estatueta. O que me fez pensar sobre a seguinte questão:
Será que a maioria das pessoas naquela loja estava comprando apenas um objeto decorativo hype para sua casa ou realmente havia ali um consumo consciente de objetos que representam figuras sagradas para religiões mais antigas do que o país em que vivemos?
Daí isso me levou a pensar nos modismos esotérico-espirituais que aparecem por aí. De tempos em tempos todos parecem seguir uma nova tendência – como bois em uma boiada, sem questionar os porquês por detrás da nova “sabedoria-ancestral-descoberta-na-semana-passada”.
Creio que com isso aconteça uma certa prostituição das antigas crenças – bem como de suas divindades. Podemos questionar: “É essa a verdadeira espiritualidade?” Será que basta ter uma estatueta na sala para que a divindade nos proteja/agracie com seus atributos?
Sei que os símbolos nos reforçam idéias – ao menos é a associação com uma idéia que lhe traz significado. O problema é quando esses mesmos símbolos são apenas usados como enfeites, penduricalhos ou algo que o valha simplesmente por seu valor estético, sem que haja uma vivência daquilo que elas estão pondo dentro de casa.
Por exemplo: algumas pessoas vestem-se de penas da cabeça aos pés sentindo-se um xamã de verdade. Se não houver um real contato com a natureza, no entanto, essas pessoas mais parecerão uma calopsita.
Engraçado, não? Pois comprar uma figura qualquer para casa achando que ela simplesmente irá mexer as mãozinhas e nos transformar em pessoas melhores enquanto dormimos é tão ridículo quanto. Procure informar-se adequadamente e não superficialmente a respeito da imagem ou divindade que você quer pôr dentro de casa. Que esse seja um exercício útil e não fútil. E, só pra constar, não tenho nada contra o xamanismo.
Portanto se você pretende comprar um Ganesha pra sua casa, não pense apenas que ele lhe trará dinheiro – pois esse é o pensamento “calopsita”. Ao invés disso, toda vez em que você olhar para a estátua, lembre-se que para os hindus ele é o grande removedor de obstáculos e, segundo algumas lendas, é inteligente demais para se aborrecer. Procure essas qualidades dentro de você quando olhar para figura do Ganesha: inteligência, bom-humor, inventividade. E, por favor, não se esqueça de que o ratinho sobre o qual ele monta representa a vaidade e a impertinência, dominados e subjugados por uma força divina que se apresenta sob a forma de uma cabeça de elefante em um corpo humano.
Se ainda assim, no entanto, você decidir levar o Ganesha pra casa apenas porque ele é “engraçadinho”, saiba que assim ele é somente decorativo, supérfluo…e como diz um amigo meu: “apenas perfumaria”.