O deus da guerra Segunda-feira, 10 Agosto 2009
Posted by J. Roveda Jr. in Astrologia, Cabala, Kaballah, Kabbalah.Tags: árvore da vida, esferas, marte, planetas
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Embora eu já tenha escrito sobre outros planetas aqui, ainda faltam muitos. É engraçado que esses posts sobre planetas são geralmente tão espaçados que se eu não der uma busca pelo blog, não lembro do que escrevi. Pra dar uma mão pra vocês, eis aqui os links para os textos de Netuno I e II, Vênus e Plutão.
Dessa vez eu resolvi escrever sobre Marte, o deus da guerra.
Bem, lá no ensino fundamental a gente aprende que o Império Romano, que era muito militarizado, em um determinado ponto da história invadiu e conquistou a Grécia. Como os gregos eram muito mais avançados culturalmente, os romanos resolveram se apropriar daquela cultura e adaptá-la a seu povo.
Eu falo isso porque o equivalente grego de Marte – Ares – é geralmente desprezado ou mostrado como um Deus violento, enquanto em Roma ele era enaltecido. Essa quase dupla personalidade marciana encontra explicação no fato de que os gregos eram pensadores e os romanos guerreiros. Nos mitos gregos, Ares é semi-inútil, trazendo sempre alguma confusão, causando destruição, acompanhado sempre de Deimos e Phobos, o terror e o medo. Já para os romanos, Marte era muito mais celebrado, com festas dedicadas a ele e um mês do calendário – Martius, que virou o nosso Março.
Curioso é que antigamente se via o Marte astrológico muito mais como sua contraparte grega. Ele era tido como um planeta maléfico, e não por acaso seu lugar na Árvore da Vida é o Pilar da Severidade. De fato Marte era tão temido quanto Saturno.
O papel de Gueburah, a Esfera que corresponde a Marte é o de punir. É aquela imagem de Deus que destrói cidades inteiras no Velho Testamento, quando seus habitantes se “comportavam mal”. Essa Esfera também é chamada de Din, que quer dizer julgamento. Alguns textos apontam Gueburah como uma babá muito severa e rígida que foi deixada por Deus para tomar conta da humanidade: a cada deslize nosso ela nos dá uma lição. Essa Esfera tem atuação oposta a Júpiter/Hesed – que é a própria Misericórdia.
Hoje em dia, os atributos combatentes do Marte romano, suplantaram os atributos belicosos do Ares grego. Esse planeta já é visto muitas vezes com outros olhos e com o tempo passou a significar nossa disposição para a ação, nossa vontade, como conquistamos aquilo que queremos e como somos competitivos.
Para os homens, mostra como eles seduzem, conquistam, “pegam” suas parceiras. Para as mulheres, mostra o tipo de homem que as seduz, o tipo que elas acham interessante.
Só vale lembrar que nos dias de hoje homens se deixam seduzir e mulheres seduzem, flexibilizando um pouco a atuação desse planeta.
E o Ômega que ilustra o post é uma brincadeira com o deus da guerra: o jogo de videogame God of War usa essa letra grega como símbolo.
Olhando para trás Quarta-feira, 22 Julho 2009
Posted by J. Roveda Jr. in Astrologia, Cabala, Kaballah, Kabbalah, Tarot.Tags: anjos, árvore da vida, hebraico
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Desde 1988 (sim, eu comecei cedo), quando eu comecei a estudar o Tarot que eu ouvia falar de Cabala. As relações do Tarot com a Árvore da Vida, com o alfabeto hebraico, com as Esferas, com os Caminhos…
Mas foi somente lá por 2001 que eu realmente vim a ter contato com o assunto. Eu já tinha lido algumas coisas, sem entender muito, e foi a partir do estudo dos anjos que eu realmente consegui absorver alguns conceitos.
De lá pra cá eu já aprofundei um pouco o que sei de Cabala (porque com certeza vai me levar mais de uma vida estudando o assunto), e até já deixei de lado o estudo dos anjos. Aguardem post sobre isso em breve.
Acontece que ontem eu encontrei de novo, depois de um tempão sem ver, a pessoa que me introduziu a esse estudo. E isso pra mim foi uma espécie de “chamado às raízes”. Usando uma metáfora que eu tanto gosto: é como se a semente da árvore sob a qual eu estou deitado me caísse na cabeça pra que eu lembrasse do começo, do propósito original.
O que eu vou fazer com esse chamado? Responder, com certeza. Como eu vou fazer isso? Não sei. Ainda.
Plasmando do astral Segunda-feira, 05 Janeiro 2009
Posted by J. Roveda Jr. in Cabala, Kaballah, Kabbalah, The Secret.Tags: árvore da vida, malkuth, pensamento, yesod
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Eu uso uma expressão – que acabou virando brincadeira entre alguns amigos – que é o plasmar do astral.
Embora eu tenha tirado essa expressão de um blog de humor, acho ela bem apropriada para situações em que a pessoa tem um objetivo. Quer muito alguma coisa? Então plasma do astral!
Esse processo nada mais é – cabalisticamente falando – do que materializar/cristalizar/dar corpo aos nossos desejos. É o caminho entre Yesod (o material do qual nossos sonhos são feitos) e Malkuth, a materialização desse nosso desejo, seja ele um carro, uma casa, um marido, uma esposa, filhos, emprego novo, viagem…qualquer coisa. Tudo, absolutamente tudo pode ser plasmado.
A relação entre essas duas Esferas é como um aparelho de TV: Yesod é o tubo que projeta as imagens em direção à tela, que é Malkuth.
Por ser um processo mais do que natural, isso acontece o tempo todo, o problema é a qualidade do material que estamos a plasmar.
Vale lembrar que embora a Árvore da Vida mostre diferentes estágios energéticos, do mais sutil/divino ao mais denso/físico, o livre-arbítrio é um dom humano. Em outras palavras, a gente colhe da Árvore o padrão energético que planta.
Portanto, procure plasmar somente aquilo que você realmente quer! Para isso, tenha bons pensamentos, medite com o nome divino apropriado e em momentos de tensão, respire fundo. Tudo isso ajuda a descida dos nossos sonhos para o plano material.
Sivan Quinta-feira, 19 Junho 2008
Posted by J. Roveda Jr. in Cabala.Tags: árvore da vida, gêmeos, sivan, talmude
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Sivan é o mês que marca o recebimento da Torá (já falado antes, aqui) e cuja analogia é a constelação de Gêmeos (mazal Teomin).
Gêmeos é o signo que fala de comunicações e seu regente – o planeta Mercúrio – está associado a qualquer meio de comunicação: telefone, cartas, bilhetes, mensagens…
Portanto não é de admirar que foi nesse mês em que recebemos a Torá, que é nosso canal de comunicação com Deus.
Os dois Gêmeos que representam esse mês estão relacionados às duas Tábuas da Lei (com os 10 mandamentos) e também com Esaú e Jacó, os gêmeos bíblicos. Esses dois não são apenas diferentes, mas “diametralmente” opostos, de modo que a Torá venha a unificá-los.
Todos temos dentro de nós duas inclinações diferentes: uma “boa” e uma “má” – e ambas são necesárias. De acordo com o Talmude, dentro da nossa má inclinação reside nossa paixão, aquilo que nos leva a casar, ter filhos, construir uma casa…obviamente esse impulso deve ser contrabalançado pela boa inclinação.
Podemos ver isso através da Astrologia Cabalística : os caminhos de nossa Árvore da Vida pessoal fluem mais para baixo ou mais para cima?
A ação correspondente ao mês de Sivan é o caminhar, e isso nos dá a idéia de progresso contínuo. É através de estudo (Gêmeos é um signo muito intelectual), que podemos saber como agir a fim de alcançarmos a elevação de nosso espírito.
A contagem do Omer Domingo, 18 Maio 2008
Posted by J. Roveda Jr. in Cabala, Kaballah, Kabbalah.Tags: árvore da vida, netzah, omer, sefira
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O Omer – literalmente – era uma medida bíblica de cevada que deveria ser oferecida no templo em Israel. A contagem do omer se dá entre o Pessach (a libertação do deserto) e Shavuot (o recebimento da Torá).
Dito isso, alguém até pode perguntar: “tá, e daí? o que eu tenho a ver com a colheita e as oferendas dos israelenses no deserto?”
Bem, a contagem do Omer tem um sentido mais profundo do que apenas o literal. Sabemos que a Bíblia inteira é escrita de maneira cifrada, cheia de referências e significados ocultos. Na verdade os 49 dias que compreendem esse período são um momento de refinamento espiritual e preparação para o recebimento da Luz de Deus – condensada na forma da Torá.
O número 49, é igual a 7×7. Esse número é o número da Sefirá Netzach, cujo rosto visível é Vênus, a regente do signo de Touro. A contagem do Omer percorre um pedaço de Nissan (Áries), um pedaço menor ainda de Sivan (Gêmeos) e percorre o mês de Iyar (Touro) inteiro.
O 7 é o número do físico. Sete grupos de 7 são a manifestação completa do espiritual no físico – daí a Torá ser a manifestação “física” de Deus.
Ao contarmos o Omer, percorremos a Árvore da Vida – de Chesed a Malkut, utilizando atributos de uma Sefira em conjunto da outra (7×7) trabalhamos 49 qualidades diferentes. E esse é o processo de refinamento da ontagem do Omer.