Arcano VII – O Carro Sexta-Feira, 01 Fevereiro 2008
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Representado por uma figura masculina em uma carruagem, O Carro é o símbolo do homem que tem em mãos as rédeas do próprio destino. O sétimo arcano do Tarô, representa o sucesso atingido através do esforço pessoal. A carruagem representada nesse arcano tem quatro pilares e é puxada por um par de cavalos: dois princípios inicialmente opostos (passividade/atividade), harmonizados pelo condutor do carro (homem). A couraça usada pelo condutor representa os escudos que usamos como proteção contra o mundo exterior. O condutor do Carro é frágil mas não o demonstra, pois isso seria o mesmo que fraquejar diante de seus objetivos. Nem sempre dominamos nossos medos nessa carta, por vezes os escondemos debaixo de uma imagem de pessoa firme.
Tem correspondências com o mito do deus Apolo, que todas as noites vencia as forças da noite e puxava sua carruagem pelos céus todas as manhãs.
decisão, poder de comando, domínio de forças conflitantes, vitória, conquista dos objetivos através do empenho, fragilidade disfarçada de autoritarismo, ação independente, egocentrismo, orgulho, diplomacia, oportunismo.
Arcano IV – O Imperador Quinta-feira, 10 Janeiro 2008
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Essa carta mostra um homem em um trono sólido e estável. O Imperador é o símbolo da estabilidade, por isso mesmo é a imagem de um homem sentado. O Imperador – ao contrário de sua esposa – é autoritário, e impõe seu poder através do medo segurando o cetro firmemente para demonstrá-lo. Ele não pede, manda. Suas pernas estão cruzadas formando um quatro (símbolo da matéria no Tarô), e seu trono tem o mesmo escudo da Imperatriz. Olha para trás a fim de rever os obstáculos que venceu para chegar à sua posição atual, afinal superou muita coisa com sua coragem e vontade de seguir adiante. O Imperador é antes de tudo um guerreiro, que soube derrubar tudo o que estava em seu caminho a fim de vencer.
Simboliza um poder mantenedor, e se expressa mais fortemente no plano material.
Mostra em nós, a capacidade de fazer ordem do caos, de organizar e estruturar tudo aquilo que nos cerca.
Palavras-chave: poder, estabilidade, energia, coragem, apoio, proteção, tirania, autoritarismo, egoísmo, inflexibilidade, autoridade, domínio, violência, estagnação.
Arcano III – A Imperatriz Quarta-feira, 02 Janeiro 2008
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Novamente encontramos uma mulher sentada em um trono. Dessa vez, no entanto, ela não está vestida com roupas que lembrem uma sacerdotisa: podemos ver que ela ocupa outra posição. No terceiro arcano do Tarô, encontramos o princípio masculino do Mago com a sensibilidade da Papisa. A Imperatriz olha para a direita (futuro) enquanto repousa em seu trono. Segura um cetro de forma descansada, pois não faz uso do mesmo para governar. Ela é a “mãe” de todos os seus súditos e por essa razão exerce seu poder sobre eles: é um poder baseado no respeito mútuo e não no autoritarismo. A Imperatriz é firme em suas colocações, porém o faz de forma gentil; ela não manda, pede e é prontamente obedecida. E se os seus súditos precisarem que ela se sacrifique, ela o fará com prazer.
Em comparação à figura da lâmina anterior, a Imperatriz é muito mais ativa. Esse arcano também tem o seu lado negativo: a fim de satisfazer as próprias vontades, a Imperatriz não pensa nos outros. Torna-se exigente demais e nada parece satisfazê-la.
Palavras-chave: proteção materna, generosidade, respeito, tato, encanto, poder criador, multiplicação, afetação, futilidade, devassidão, instatisfação, auto-sacrifício, amor, sedução.
Arcano II – A Sacerdotisa Quarta-feira, 26 Dezembro 2007
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Essa carta mostra uma mulher sentada tranqüilamente em um trono. É o princípio feminino no Tarô e todos os seus atributos (passividade, receptividade, yin, intuição). A Papisa é receptiva, intuitiva, aberta às boas influências do universo. Ao contrário do Mago, que está demonstrando suas habilidades, a Papisa esconde alguma coisa. Na verdade seu papel é esse: guardar alguma coisa. Sua imagem é análoga a de uma mulher grávida que espera pacientemente sem poder acelerar o curso da gestação. Seu conhecimento é mais intuitivo do que racional. Ela não sabe, sente. Sua percepção das coisas se dá de um modo que nem todas as pessoas podem captar.
É uma carta que amplia, que concede poder a outras cartas do Tarô. Por seu estreito contato com o mundo invisível, no entanto, a Papisa pode perder contato com o mundo real e achar que tudo e todos ao seu redor são hostis, isso a tornaria demasiadamente dissimulada com as pessoas que a cercam. Nesse arcano, assimilamos o que aprendemos no arcano anterior (Arcano I).
Palavras-chave: passividade, intuição, dualidade, sensibilidade, adivinhação, gestação, reflexo, resignação atividade interior, dissimulação, fechar-se em relação aos outros.Palavras-chave: passividade, intuição, dualidade, sensibilidade, adivinhação, gestação, reflexo, resignação atividade interior, dissimulação, fechar-se em relação aos outros.
Arcano I – O Mago Quarta-feira, 19 Dezembro 2007
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Ponto de partida de tudo no Tarô (pois o estado representado pelo Louco ainda é imanifesto), aqui tomamos consciência de nossas capacidades embora tenhamos ainda muito a aprender. Em alguns Tarôs, O Mago é análogo ao deus grego Hermes e dele herdamos a clareza em relação às nossas potencialidades, a astúcia e a lógica. De posse dessas “armas”, podemos conquistar qualquer coisa. Também dispomos de malícia, em contraponto à ingenuidade do Louco. Essa lâmina é por si só, representante do princípio masculino e todos os seus atributos (iniciativa, atividade, movimento, calor, yang, raciocínio) no Tarô. Sabemos como lidar com as pessoas, conseguimos nos comunicar e vamos em frente. É o poder criador do homem, sua autoconfiança e plena posse das faculdades físicas.
Carta de forte ressonância material ou mental (aspectos mais fortes do Mago), sem nenhuma ressonância espiritual.
Palavras-chave: Inteligência, habilidade, consciência do potencial que se tem, capacidade, atividade, dinamismo, poder criativo, ação, impulsividade, demonstração, exibicionismo, charlatanismo, nervosismo, novidades, irresponsabilidade, compreensão, inaptidão para realizar o que foi proposto.