Você pode curar sua vida Quarta-feira, 17 Dezembro 2008
Posted by J. Roveda Jr. in The Secret.Tags: amor, cura, hay, louise
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Entre 1989 e 1990 (puxa, faz tempo), eu lembro de ter entrado em contato com o primeiro livro de auto-ajuda que eu li: Você pode curar sua vida – de Louise L. Hay.
Embora saúde na época não fosse nem de longe o meu foco, acabei lendo o livro e o achando bem interessante.
Qual não foi minha surpresa nesse final de semana, ao assistir TV na casa de uns amigos, descobrir que esse livro virou um filme, no qual a própria Louise dá o seu depoimento. O filme é feito nos moldes de O Segredo e Quem Somos Nós, mas traz algumas informações importantes.
É interessante notar que o trabalho todo da Louise L. Hay é baseado em uma única coisa: afirmações positivas e amor próprio. Uma das afirmações mais interessantes é de que o ponto de poder está sempre no momento presente. Isso quer dizer que toda e qualquer experiência – seja ela boa ou má – que tivemos em nossas vidas nos trouxe até aqui. Mas isso é passado, não pode ser mudado. O futuro, no entanto, pode ser moldado a partir de agora. Não importa como foi o a sua vida até aqui, o importante é que ela pode mudar desse momento em diante.
De acordo com ela, é fato de que não podemos mudar nosso passado. O que podemos fazer, no entanto, é nos relacionarmos com ele de maneira diferente. Podemos escolher dissolver as mágoas que perduram em nós ou podemos desmanchá-las de maneira consciente.
Como esse espaço é curto demais pra falar de todo o livro dela, eu sugiro que vocês procurem e leiam esse livro.
Vênus, a deusa do amor Segunda-feira, 24 Setembro 2007
Posted by J. Roveda Jr. in Astrologia, Cabala, Kaballah, Kabbalah, Tarot.Tags: afrodite, amor, Astrologia, Cabala, deusa, sexo, vênus
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Vênus, a deusa do amor para os romanos, conhecida como Afrodite pelos gregos, e associada à sétima esfera da Árvore da Vida – Netzach. Representa capacidade de sermos abertos ao outro, indica o nosso gosto pessoal, nosso senso estético e a forma como encontramos prazer e como somos agradáveis aos outros. A posição de Vênus em uma determinada Casa sempre nos trará onde encontramos mais prazer, onde as coisas são agradáveis para nós e – por extensão – o que em nós é agradável aos outros. A Vênus, a deusa do amor e da beleza, estão associadas duas palavras: venéreo e afrodisíaco (de Afrodite) – ambas relacionadas a sexo. Na mitologia grega, Afrodite era mãe de Eros, de onde vem a palavra erótico. Esse planeta rege dois signos no Zodíaco: Touro e Libra – e cada uma dessas regências nos fala sobre um traço da Vênus.
A Vênus regente do signo de Touro é mais material, mais corpórea. É mais ligada na excitação dos sentidos do que qualquer outra coisa. É o prazer que encontramos em nossa comida preferida, na maciez e calor de nossa cama, naquela bebida ou suco que tem um sabor delicioso, ou mesmo naquela calda de chocolate derretido que lambemos do dedo. É no toque da pessoa certa sobre nossa pele que encontramos novamente a Vênus, afinal ela fala de prazer e o sexo é uma grande forma de se obtê-lo.
A Vênus mitológica era até um tanto quanto hedonista. Procurava o prazer e a satisfação de maneira inconseqüente, mas nem por isso era menos amada pelos outros deuses. Casada com Hefesto, o deus feio e coxo, que tinha por ocupação ser o ferreiro dos deuses, Vênus mantinha casos com outros deuses. Para ela o que importava não era o comprometimento, mas sim o prazer. Obviamente pessoas com a uma ênfase venusiana no mapa não são o retrato do hedonismo e nem sempre irão trair seus maridos/esposas…irão apenas fazê-lo caso o cônjuge não os satisfaça. Via de regra a Vênus sacrifica outras coisas em nome do prazer e não o contrário.
E a Vênus, que fala tanto de prazer (especialmente os da mesa e cama, no signo de Touro) parece um tanto quanto perdida nos dias de hoje. As pessoas parecem frustradas em relação à sua própria beleza e encanto porque esses atributos parecem não se encaixar em um padrão. Muita gente não sabe, mas Afrodite/Vênus surgiu da espuma que se formou no mar quando os testículos de Urano foram jogados na água. Ou seja: simbolicamente a beleza e a sensualidade são livres de um padrão.
Essa deusa não teve infância, já nasceu adulta e aparentemente pronta para se relacionar. E esse é o aspecto Vênus em Libra. Tishrê, o primeiro mês do calendário hebraico é análogo ao signo de Libra e tem relação com a cópula. Assim voltamos à Vênus, senhora da sedução de do amor carnal. Vale lembrar que a Vênus rege o amor, o tesão, mas não necessariamente o romance. Ela é o desejo arrebatador, o “fogo nas entranhas” – pra citar o livro do Almodóvar.
De acordo com o mito grego, Afrodite nasceu tão bela e tão desejável, que Zeus casou-a com Hefesto com medo de que os deuses se matassem a fim de conquistá-la. Assim, de maneira irônica, a mais bela e graciosa das deusas casa-se com o mais feio e mal-humorado dos deuses. Sendo assim a Vênus pode estar em nossos mapas atrelada a coisas não agradáveis, suavizando ou mesmo tornando “leves” questões que mereceriam maior atenção.