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José, o Rei dos Sonhos Segunda-feira, 22 Junho 2009

Posted by J. Roveda Jr. in Astrologia, Cabala, Kaballah, Kabbalah.
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José, por Gustave Doré

Dia desses eu estava assistindo (creio que pela quinta vez) ao filme José o Rei dos Sonhos e que conta a história de José, quando me deparei com algumas idéias interessantes sobre a alegoria toda que a história nos conta.

Pra quem ainda não leu a história, tá lá no Genesis, vale a pena.

Eu já escrevi aqui nesse blog, sobre a história de José, mas assistindo novamente ao filme outras idéias me vieram à cabeça. A saber, José é o personagem bíblico que representa Yesod, a esfera lunar da Árvore da Vida. A Lua é regente do signo de Câncer e da Casa IV. Como tanto o signo quanto a casa falam de família, a Lua tem “jurisprudência” sobre esses assuntos.

E é incrível como a história de José é recheada de simbolismos lunares. Primeiro que ele é o primeiro filho concebido por sua mãe. De acordo com o texto, os outros filhos de Raquel foram todos paridos por sua escrava. É com José que Raquel é mãe (biologicamente) pela primeira vez.

José tem problemas com seus irmãos por ser o filho preferido de Jacó – que é uma figura solar por sua analogia com Tipheret. A relação Sol-Lua é o que movimenta o calendário judaico e esses são os dois corpos celestes mais fáceis de serem avistados a olho nu – sem dizer que são os mais notórios.

Os irmãos de José dão origem aos meses do ano – as 12 tribos de Israel. Se o Sol e a Lua determinam o dia e o mês do ano, é bem interessante esse destaque que José tem por parte de seus irmãos. Há inclusive um sonho (novamente Yesod) cuja interpretação é que – um dia – os irmãos de José curvar-se-iam diante dele, o que causa ainda mais inveja por parte de seus irmãos.Daí que ele e vendido como escravo, e vai trabalhar como criado na casa de um administrador. A mulher desse administrador é louca por José (novamente Yesod, o instinto reprodutivo) e como ele não corresponde às suas investidas ela mente (Yesod) e ele é mandado para a prisão.

Muito tempo se passa até que um dia o copeiro e o padeiro do rei estavam presos e acabam sonhando com seu futuro. José diz que o padeiro vai morrer mas que o copeiro irá sobreviver. Em três dias um é enforcado e o outro libertado.

Mais tempo se passa até que  o Faraó tem um sonho estranho que ninguém sabe interpretar. O copeiro menciona José que é prontamente chamado. O sonho é o das vacas gordas e magras que deu origem à expressão “época de vacas magras”.

No fim das contas José é proclamado vice-rei do Egito e com a fome se alastrando por toda a região, seus irmãos vão até lá comprar grãos. O que acontece então? Eles têm de se curvar ante o vice-rei – que na verdade era seu irmão.

Embora os irmãos sejam um assunto mercuriano, as relações consangüíneas são lunares. Por isso a história de José é recheada de simbolismos da Lua/Yesod.

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